Quais serão as principais tendências para os pets em 2019?

Quais serão as principais tendências para os pets em 2019?

Pesquisa indica que tecnologia, terapias alternativas e alimentação ganham cada vez mais relevância

A Michelson Found Animals, organização sem fins lucrativos que trabalha para prevenir a perda/abandono de animais domésticos por meio do registro de dados dos microchips e da adoção, realizou uma pesquisa sobre as tendências para os pets em 2019.

Após a análise das entrevistas realizada com 1.000 tutores de gatos e cachorros, o estudo indicou que hábitos humanos estão cada vez mais se estendendo aos animais. “Isso vai além da humanização de animais de estimação. Essas previsões referem-se a pessoas que estão, cada vez mais, aproveitando-se de tendências, hábitos e tecnologias emergentes para tornar mais fácil o objetivo de ser um bom tutor”, esclarece Aimee Gilbreath, diretora executiva da Michelson.

  • Tecnologia: animais vivem em ambientes cada vez mais inteligentes

Os humanos estão interessados e dispostos a experimentar tecnologias voltadas especificamente para o cuidado animal. Daqueles que usam esse tipo de tecnologia, os principais interesses estão ​​em aplicativos de nutrição (47%), telemedicina veterinária (46%) e rastreadores de condicionamento físico (31%). Mais da metade dos tutores (53%) está interessada em adquirir um dispositivo de rastreamento de animais (localização para evitar perdas) ou um microchip (52%); e 40% estão interessados ​​em câmeras de monitoramento. Com um em cada quatro tutores admitindo que gastam mais em tecnologia para seus animais do que para si mesmos, o futuro da tecnologia para pets é muito promissor.

  • Terapias alternativas: para toda a família

Donos de animais que já experimentaram terapias alternativas, como acupuntura e óleos essenciais, têm forte inclinação a utilizá-las também em seus bichinhos. Por exemplo, os produtos à base de CBD e cânhamo são uma tendência crescente entre os seres humanos e, daqueles que usaram essas alternativas, 74% também os utilizaram em seus animais. O uso dessas terapias ditas alternativas é justificado, pelos entrevistados, por vários motivos, especialmente para abordar questões médicas ou comportamentais específicas (68%), cuidados preventivos (39%) ou como parte de um plano geral de assistência médica (38%).

*Tomara que tudo isso esteja sendo feito com orientação especializada, né?

 

  • Comida: os pratinhos dos animais se parecem cada vez mais com os nossos

À medida que a crescente conscientização das pessoas sobre o efeito da comida na saúde e bem-estar as leva a experimentar novas dietas e planos alimentares, a tendência se estende aos animais. Dos entrevistados, 45% admitem seguir pessoalmente uma dieta e 70% informam que o animal segue uma dieta especial. Por exemplo, quase metade dos tutores que comem alimentos orgânicos também alimentam seus animais com produtos orgânicos (47% contra 12% da média geral).

Principais revelações (highlights) da pesquisa:

  • A maioria dos participantes do estudo residem em “casas inteligentes”, ou seja, integradas e automatizadas; sendo que 61% dos entrevistados têm pelo menos uma forma dessa tecnologia. Por exemplo, um sistema que controla toda a iluminação da casa, aquecimento e ar-condicionado. Isso acaba se aplicando aos animais: mais da metade dos tutores (56%) dizem ter tecnologia especial para seu bichinho;
  • Tecnologias mais comuns para o animal de estimação: aplicativos de saúde e nutrição (24%), câmeras de monitoramento (22%), aplicativos de manutenção/controle dos cuidados rotineiros (22%) e brinquedos inteligentes (20%);
  • Quase seis em cada dez (57%) dos tutores dizem que a tecnologia lhes dá uma maior percepção do bem-estar de seus animais (41%) ou segurança (39%). Quase oito em cada 10 (79%) dos humanos que usam tecnologia para animais de estimação usam rastreamento ou monitoramento, incluindo microchips (60%), câmeras (22%) ou dispositivos de rastreamento (20%);
  • Os assistentes de voz (Siri, Alexa e Google, por exemplo) estão sendo usados ​​para lembretes (55%), como o cronograma de medicação (36%) ou para alimentar o animal de estimação (35%);
  • Os pais de animais de estimação usam terapias alternativas para cuidar das condições médicas ou comportamentais específicas de seus animais de estimação (68%), preventivamente (39%) ou seguindo um plano geral de saúde (38%);
  • Aqueles que usaram produtos CBD de óleo ou cânhamo com seus animais o fizeram como parte de um plano geral de saúde (45%), para cuidar de um animal mais velho (45%), para uma condição comportamental específica (39%) ou para alívio, como após a cirurgia ou após um longo voo (39%);
  • Mais de um quarto dos animais de estimação (26%) experimentaram terapias relacionadas à mobilidade, como massagem, fisioterapia, quiropraxia e acupuntura;
  • De um em cada quatro (24%) admitem que um dos objetivos das terapias alternativas é “mimar” o animal. Eles são mais propensos a tratar o bichinho com aromaterapia (81%), reflexologia (79%) ou naturopatia (73%);
  • Mais da metade dos participantes (52%) acredita que, hoje, alimenta melhor seus animais de estimação. Os millennials são mais propensos a dizer isso (60% contra 48% para 35+), assim como os donos de cachorros (56% contra 48% para donos de gatos);
  • Os donos de animais que fazem uma dieta rica em proteínas alimentam seus pets com cardápios ricos em proteínas (45% contra 17% da média);
  • Quase quatro em cada dez tutores com um serviço de assinatura de alimentos se inscreveram para um serviço de assinatura também para os animais de estimação;
  • Quase uma em cada cinco pessoas agora alimenta seus animais de estimação com proteínas exóticas como o bisão, mais de um quarto (27%) incluem vitaminas e suplementos e 15% preparam refeições para seus animais de estimação.

Desenho da Tia Lets - iconeDica da Tia Lets

Eu gostaria muuuiiitttooooo de, um dia, abrir uma pesquisa como essa e ler que a principal tendência para os pets em 2020 é a aplicação do enriquecimento ambiental na rotina de gatos e cachorros, a substituição da compra pela adoção e ainda o fim do hábito de deixar os gatos sozinhos em casa no fim de semana “porque eles são mais independentes”, hehehehehehehehe, mas um dia a gente chega lá. A dica de hoje é: mudanças de alimentação e aplicação de terapias menos convencionais devem ser sempre acompanhadas e iniciadas após aval do médico veterinário. As tendências estão aí e indicam que nós estamos cada vez mais preocupados com a saúde e bem-estar dos animais de estimação, o que é ótimo. Mas essa postura deve vir acompanhada de responsabilidade. Modismo, por si só, não é justificativa para alterar a rotina do seu pet.

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